Você já ouviu falar em comer emocional?


Comer diz respeito à nossa forma de sobrevivência. O principal sinal, a fome, é fisiológico. Necessitamos de vários tipos de nutrientes (carboidratos, proteínas, lipídios, etc) em determinadas quantidades para manutenção de um corpo em pleno funcionamento. Porém reduzir o ato de alimentar-se à ingestão de nutrientes é no mínimo simplista e tem causado muitos dos problemas relacionados à obesidade. Comer quando como fome e parar de comer quando saciados é fisiológico e deve ser nosso fio condutor. Mas comer por motivos emocionais não é errado! A fome é somente uma parcela do “comer”. Prazer, alegria, ansiedade, tristeza também fazem parte do ato de alimentar-se. O comer emocional se apresenta de várias formas. Algumas não trazem problemas e outras desencadeiam desde beliscadas até compulsões alimentares. Tribole e Resch (2012) classificam o comer emocional em uma escala. Seguem os estágios: Gratificação sensorial: Por mais contraditório que pareça, permitir-se comer com prazer e sem culpa faz-nos precisar de uma quantidade menor de comida para satisfazer nossa fome biológica. Gratificação sensorial significa agradar aos seus sentidos com a comida (comer com os olhos, sentir o cheiro, a textura da comida, sua temperatura, seu sabor). É o ponto mais saudável do comer emocional. Conforto: São algumas comidas que despertam sentimentos ou pensamentos de uma determinada época ou lugar. Um exemplo: “o sabor do bolo que minha vó fazia sempre que íamos visitá-la”. Nesse exemplo o bolo é considerado um comfort food. Ou seja, um alimento que é capaz de ser usado para confortar em determinadas situações. Ter algum repertório de comfort foods na sua alimentação faz parte de um relacionamento saudável com a comida. O problema começa quando a comida é a primeira ou a única coisa que vem à mente quando a pessoa se sente triste, cansada, sozinha, desconfortável, etc. Distração: Aqui a comida é usada para distrair-se, no sentido de não experimentar alguns sentimentos ruins. Usar a comida desta forma frequentemente causa problemas, uma vez que ficar distraído dificulta o reconhecimento dos sinais internos do corpo (exemplo: fome e saciedade). Além disso, pode impedir a descoberta da fonte desses sentimentos. Ninguém precisa ficar 24 horas por dia experimentando todos os sentimentos ruins que nos invadem e não há nada de ruim querer se distrair deles, porém a comida não é um mecanismo apropriado a longo prazo. Sedação: Nesse ponto entende-se que o relacionamento saudável com a comida está seriamente comprometido. A comida é usada para se anestesiar ou se entorpecer. Com isso é praticamente impossível perceber de maneira adequada sinais internos como os de fome e saciedade. As pessoas que estão nesse estágio de relacionamento com a comida geralmente referem sentir que sua alimentação está “fora de controle”. Nesse ponto já é comum que aconteçam episódios de compulsão alimentar. Punição: O estágio mais severo de relacionamento com a comida. A pessoa come em uma velocidade e quantidade grandes, com sensação de descontrole. Episódios de compulsão alimentar são frequentes. Na maioria das vezes nem conseguem avaliar se o que comeu estava gostoso. Essa escala representa o comer emocional de uma forma geral e didática. Seu intuito não é instigar a culpa em ninguém, mas promover uma reflexão sobre nossas atitudes alimentares (crenças, pensamentos, sentimentos, comportamentos e relacionamento com os alimentos) e de nossos pacientes. Reconhecer que no universo da alimentação humana existe muito mais que calorias, nutrientes, peso e percentual de gordura já é um excelente passo. Joseline Alves Nutricionista Fontes: - Tribole e Resch (2012): Intuitive Eating: A Revolutionary Program That Works - www.genta.com.br

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